vivemos dentro de caixas… digitais e invisíveis.
existimos como animais de circo a quem é dado
o poder de escolher em que direcção quer ir dentro
de linhas pré-definidas: direita. esquerda. frente.
por vezes demasiado para trás, em direcção
desconhecida. é sempre de noite aqui e agarramos
os sexos para esquecer a tristeza dos dias, para ter
um pouco de calor conhecido e contacto humano
quando a solidão se aperta à volta dos dentes
e não se sente o sabor de mais nada. quanto somos
nestas sombras a excitar-nos com imagens falsas
que representam apenas impotentes fantasias
de hipóteses que se perderam, calor feito carne,
a hipótese fugaz de, por uma vez, conseguir silenciar
os gritos, o tremor do medo, a noite vazia,
as mãos que se distendem em busca de outras
e nunca encontram nada para além de bytes
- que de forma alguma trazem calma.
1 comentário:
gosto tanto :)
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