07 outubro 2007

That Bowery Song

That Bowery Song
Babyshambles


What's that song we use to sing?
It's about anything, everything and anything
What's that song we use to sing?
You are always thinking of her
You're in love and you don't know what to say
But I saw her at the fair
And she feels the same way
She was married by the merry-go-round

The merry-go-round
The merry-go-round
Merrily we go round

It was the first one of the day
It was the last one of the night
Oh hold me tight, hold me tight, hold me tight now

It was the first one of the day
It was the last one of the night
Oh hold me tight, hold me tight, hold me tight now

There's a parade of girls outside
That boy's so shy, why'd you punch out his lights?

They said you were wrongened
But I can see in your eyes
How you are gentle and wise
And you had the good stuff

There's a parade of girls outside
That boy's so shy, why'd you punch out his lights?

What was that song you used to sing?
What was that song we used to sing?
What was that song you used to sing?
What was that song we used to sing?
Sing that song we used to sing

What was that song you used to sing?
It's about anything and everything
Everything and anything
The times of your life, the people that we meet

It was the first one of the day
It was the last one of the night
It was the first one of the day
It was the last one of the night
Oh hold me tight, hold me tight, hold me tight now

There's a parade of girls outside
That boy's so shy, why'd you punch out his lights?

You have always thinking of her
You're in love and you don't know what to say
But I saw her at the fair
And she feels the same way
She was married by the merry-go-round

The merry-go-round
The merry-go-round
Merrily we go round
Merry-go-round

05 outubro 2007

Declaro

                                                                                                     foto por: quase.


          declaro o amor

          a cabeça vazia
sem o teu olhar

          um surdo sorriso
sob a chuva ininterrupta

          a boca seca de palavras
no deserto do nervosismo

          entre incertos gestos perdido
reencontro ainda o teu calor

03 outubro 2007

Las Niñas

Savia Negra




El Mundo a Mis Pies




Auch!!!
Isto vem no seguimento dos posts anteriores... ando enterrado em música do outro lado da fronteira. E estas meninas fazem, melhor, faziam, muito boa música.
É triste é ver como as mulheres bonitas e com personalidade (pelo que se pode ver pelas letras e imagens em algo de tão enganador como um vídeo) ainda assustam muita gente: a presença de comentários a dizer que se não fosse o vocalista de O'Funk'Illo, grande promotor deste projecto, elas teriam subido horizontalmente parece-me totalmente desproporcionado. Os seus dotes vocais estão tão ou mais presentes que os seus dotes físicos.
E agora, deleitemo-nos...

01 outubro 2007

O' Funk' Illo

O'Funk'Illo - En el Planeta Aseituna




O'Funk'Illo - Dinero en los bolsillos




O'Funk'Illo - Sigo Rulando




Bom, infelizmente esta banda já não existe. Pelo menos não com este formato. O vocalista Andreas Lutz abandonou a formação após problemas com a voz e com os restantes elementos da banda. Fica o que foi feito e dois magníficos concertos vistos por mim - um deles em Viseu onde, pela primeira vez em Portugal, tomaram conta do palco deixando a banda seguinte, The Gift (esses pseudo-intelectuais da música), ligeiramente irritados com a aceitação do público. Estive lá. Eu vi!
E agora gostava de outro concerto assim.

Las Niñas y Andreas Lutz - El Cuento de la Buena Pipa

28 setembro 2007

Sintonizando



fotografia por John Cohen

Esta é, para mim, uma das melhores e mais verdadeiras fotos de Jack Kerouac.
De olhar fechado e atento tenta sintonizar as mensagens que a música pode trazer. Comunicações zen... neste momento, nada mais existe excepto ele e a sua busca.
Na minha cabeça, é assim que imagino o seu método de escrita.

Sublimemente ridículo

é o tempo da grande depressão
todos os defeitos e efeitos
da educação aprendida e esquecida
sobem e explodem à superfície
e sinto calado e quieto a insônia
e no silêncio que sobe do chão
nem o bater do coração se consegue escutar

noites passadas em claro
em pensamentos enrolado
planeando temendo sonhando
         o nada olhando
as horas tempo à vida roubando

é manhã e entro de olhar atento
e dedo apontado e carregado
de ameaças que exprimo por palavras
que ninguém compreende ou lê
e que mesmo elas falham para explicar
ou explanar a brutalidade do olhar
que cada dia me lança
desta prisão não sairás nem sob fiança

toda a gente a sente
todos estes rostos vazios
que se sentam alinhados
calculados julgados
calmamente submissos
e explorados

         nas mentes
presente e futuro confrontando
o que hoje se diz
e ontem se fez
         é o silêncio
         é o tempo
é o jardim seco e selvagem
da precoce juventude uma miragem
amigos saúdam-me da memória
tempos passados
tempos perdidos
já quase esquecidos no sorriso
que ainda traço
apesar de escaço o tempo
ainda acredito que as traições
não passaram de ilusões
de um demónio qualquer que subiu
do negro empedrado das ruas
manipulação e falsidade
nunca pareceram palavras tuas

da noite infinda da minha insônia
não há como escapar
nas vozes cansadas de outros
não se pronuncia o verbo amar
e o ódio cresce e apodrece
qualquer sentimento que ainda houvesse para dar
leio-vos os olhos passageiros
do meu filme é o terror
destruídos por sonhos e espectativas
negativas homicídas que outros impuseram

a tua vida roubaram numa vida que criaram
entre sede e loucura a razão morre afogada
não tentes escapar porque não vais conseguir
é a palavra destino que te encarcera
é este mundo a desabar das movediças areias
da ampulheta em que nos encerra
e donde é impossível fugir

olhos abertos ou fechados não interessa
aqui estou deitado, aqui estou esquecido
sem música sem palavra sem uma luz que regressa
         absorto
         quase morto
         sem nunca ter sido