20 outubro 2007
Poncho Sanchez & Oscar D'Leon - Bésame Mama
Um pouco do calor tropical para o início do Outono...
Peçam água de côco... apreciem o pôr-do-sol...
Digam as palavras mágicas.
19 outubro 2007
Rapaz Muco descobre a vida
Rapaz Muco deu por si atrás de um volante, numa via de aceleração - direcção, PORTO.
Não sabia exactamente o que fazia ali. Olhou em volta, conferiu os espelhos e atacou o IP descongestionado. Preferiu continuar a conduzir a deixar o carro perder o controlo - achou que não valia a pena perder a vida para descobrir porque estava ali.
Algo acabará por surgir... acontece sempre assim nos filmes - e em algumas histórias daquelas que uma pessoa pode ler. É como se a imaginação, essa representação de nós mesmos, tivesse medo de parar.Do horror ao vazio a natureza passa a ter horror à inacção...mas tal como o vazio, será que a inacção existe? ou é o que sobra entre as acções? esses contactos de moléculas, de rodas dentadas a encaixar, de uma continuidade a ser criada, sempre em risco de constante explosão?
Pensava isto e conduzia libertando-se habilmente de carros perseguidores, faixa da esquerda, acelera de cabeça vazia, olhar arguto, mãos dominadoras sobre a máquina. Qual é o próximo passo?
Esperar um telefonema... nem o narrador informaram do rumo desta história? Enfim, são 20h30 de um qualquer domingo, nunca nada acontece aos domingos..., e conduzimos com Rapaz Muco. Muito vago, mas indiciador: para onde é que ele vai? de onde veio? Podemos até acrescentar um porquê, quando e de onde saiu... onde vai chegar? e com quem?
Passa a ponte da Arrábida. As mangas indicam vento lateral, vindo do mar, pouco forte. Amanhã vai estar bom tempo, um pouco frio de manhã. Olhar de novo em frente, escolher um destino ou deixar rolar? Está distraído, ausente seria mais correcto. Olha em volta como se não fosse daquela estrada que está farto de percorrer; como se procurasse atalhos para chegar aonde não sabe que vai.
O rádio limita-se à sua tarefa de preencher os silêncios. Ele nem o ouve claramente de tão absorvido que está. Não posso continuar a andar aqui às voltas. Tenho de me lembrar para onde queria ir... e de como lá chegar já agora. Travagem súbita, carro a cruzar duas faixas de rodagem, buzinadelas várias, sinais de luzes persistentes... É com cada freak! Este pessoal ainda me mata.
Só lhe resta continuar. Entre rios, pontes e overdrives impressionantes estruturas de lama se erguem; luzes medindo a métrica à poesia do caminho. E nem o telefonema acontece. Só é ele e a noite de alcatrão. Ele ataca este dragão pisando mais um pouco o acelerador. O motor geme, cansado, e corresponde lentamente.
Rapaz Muco está encurralado. Apareceu aqui, procura a vida e apenas tem uma estrada negra e circular. Ele passa pelas saídas, soletra os nomes à procura do seu destino e rapidamente os ignora. Assim, nunca vai encontrar nada.
Atenção aos radares. O pé levanta-se automaticamente. Não se pode arriscar a afundar o seu frágil orçamento com a possibilidade de uma multa. Será que devia sair e ir ao hospital? Esta situação não me parece normal. Então dou por mim dentro de um carro, sem passado e com um futuro incerto... tenho em mim a impressão de ter memórias, de ter tido uma pessoa a crescer em mim... mas para onde foi ela? Sinto-me como se tivesse acordado e esquecido o sonho que me acordou.
Os hospitais sempre o aterrorizaram... médicos de afiados caninos e mãos enfeitadas de garras fazem parte do seu pesadelo genético. Um pouco mais e começa a descer em direcção ao Freixo. Vai aparecer um estádio, um shopping, vários apartamentos e escritórios para o exército dos favorecidos. A lei marcial do consumo e da concentração - da oferta e das pessoas.
Outro radar... Nada disto me interessa. Que situação estúpida. Ando aqui às voltas, não acontece nada, nem a merda do telefone toca. Ainda para mais parece que os maluquinhos vieram todos para a estrada. Para que é que saí de casa?
Em breve vai meter ponto-morto e deixar-se levar... acho que vou meter isto em ponto morto e deixar-me ir na descida... a ver se poupo um bocado de gasolina. como dizia, deixar-se levar até à entrada da ponte. Há um sinal que já lhe despertou a atenção: GAIA CENTRO.
Algo dentro dele diz-lhe que é por ali. Que por ali se regressa a casa. Que por ali o sonho termina e ele pode, finalmente, acordar .
Não sabia exactamente o que fazia ali. Olhou em volta, conferiu os espelhos e atacou o IP descongestionado. Preferiu continuar a conduzir a deixar o carro perder o controlo - achou que não valia a pena perder a vida para descobrir porque estava ali.
Algo acabará por surgir... acontece sempre assim nos filmes - e em algumas histórias daquelas que uma pessoa pode ler. É como se a imaginação, essa representação de nós mesmos, tivesse medo de parar.Do horror ao vazio a natureza passa a ter horror à inacção...mas tal como o vazio, será que a inacção existe? ou é o que sobra entre as acções? esses contactos de moléculas, de rodas dentadas a encaixar, de uma continuidade a ser criada, sempre em risco de constante explosão?
Pensava isto e conduzia libertando-se habilmente de carros perseguidores, faixa da esquerda, acelera de cabeça vazia, olhar arguto, mãos dominadoras sobre a máquina. Qual é o próximo passo?
Esperar um telefonema... nem o narrador informaram do rumo desta história? Enfim, são 20h30 de um qualquer domingo, nunca nada acontece aos domingos..., e conduzimos com Rapaz Muco. Muito vago, mas indiciador: para onde é que ele vai? de onde veio? Podemos até acrescentar um porquê, quando e de onde saiu... onde vai chegar? e com quem?
Passa a ponte da Arrábida. As mangas indicam vento lateral, vindo do mar, pouco forte. Amanhã vai estar bom tempo, um pouco frio de manhã. Olhar de novo em frente, escolher um destino ou deixar rolar? Está distraído, ausente seria mais correcto. Olha em volta como se não fosse daquela estrada que está farto de percorrer; como se procurasse atalhos para chegar aonde não sabe que vai.
O rádio limita-se à sua tarefa de preencher os silêncios. Ele nem o ouve claramente de tão absorvido que está. Não posso continuar a andar aqui às voltas. Tenho de me lembrar para onde queria ir... e de como lá chegar já agora. Travagem súbita, carro a cruzar duas faixas de rodagem, buzinadelas várias, sinais de luzes persistentes... É com cada freak! Este pessoal ainda me mata.
Só lhe resta continuar. Entre rios, pontes e overdrives impressionantes estruturas de lama se erguem; luzes medindo a métrica à poesia do caminho. E nem o telefonema acontece. Só é ele e a noite de alcatrão. Ele ataca este dragão pisando mais um pouco o acelerador. O motor geme, cansado, e corresponde lentamente.
Rapaz Muco está encurralado. Apareceu aqui, procura a vida e apenas tem uma estrada negra e circular. Ele passa pelas saídas, soletra os nomes à procura do seu destino e rapidamente os ignora. Assim, nunca vai encontrar nada.
Atenção aos radares. O pé levanta-se automaticamente. Não se pode arriscar a afundar o seu frágil orçamento com a possibilidade de uma multa. Será que devia sair e ir ao hospital? Esta situação não me parece normal. Então dou por mim dentro de um carro, sem passado e com um futuro incerto... tenho em mim a impressão de ter memórias, de ter tido uma pessoa a crescer em mim... mas para onde foi ela? Sinto-me como se tivesse acordado e esquecido o sonho que me acordou.
Os hospitais sempre o aterrorizaram... médicos de afiados caninos e mãos enfeitadas de garras fazem parte do seu pesadelo genético. Um pouco mais e começa a descer em direcção ao Freixo. Vai aparecer um estádio, um shopping, vários apartamentos e escritórios para o exército dos favorecidos. A lei marcial do consumo e da concentração - da oferta e das pessoas.
Outro radar... Nada disto me interessa. Que situação estúpida. Ando aqui às voltas, não acontece nada, nem a merda do telefone toca. Ainda para mais parece que os maluquinhos vieram todos para a estrada. Para que é que saí de casa?
Em breve vai meter ponto-morto e deixar-se levar... acho que vou meter isto em ponto morto e deixar-me ir na descida... a ver se poupo um bocado de gasolina. como dizia, deixar-se levar até à entrada da ponte. Há um sinal que já lhe despertou a atenção: GAIA CENTRO.
Algo dentro dele diz-lhe que é por ali. Que por ali se regressa a casa. Que por ali o sonho termina e ele pode, finalmente, acordar .
09 outubro 2007
The Death of Charlie "Bird" Parker
Surrealisticamente estranha é a história da morte deste senhor. Músico brilhante, segundo uns pai do "bop", segundo outros mais uma criatura triste e solitária dona de um génio musical que o impelia a dar a voz que não tinha a um objecto inanimado chamado saxofone. Foi morto pelo seu sentido de humor... e por anos de vida.
07 outubro 2007
That Bowery Song
That Bowery Song
Babyshambles
What's that song we use to sing?
It's about anything, everything and anything
What's that song we use to sing?
You are always thinking of her
You're in love and you don't know what to say
But I saw her at the fair
And she feels the same way
She was married by the merry-go-round
The merry-go-round
The merry-go-round
Merrily we go round
It was the first one of the day
It was the last one of the night
Oh hold me tight, hold me tight, hold me tight now
It was the first one of the day
It was the last one of the night
Oh hold me tight, hold me tight, hold me tight now
There's a parade of girls outside
That boy's so shy, why'd you punch out his lights?
They said you were wrongened
But I can see in your eyes
How you are gentle and wise
And you had the good stuff
There's a parade of girls outside
That boy's so shy, why'd you punch out his lights?
What was that song you used to sing?
What was that song we used to sing?
What was that song you used to sing?
What was that song we used to sing?
Sing that song we used to sing
What was that song you used to sing?
It's about anything and everything
Everything and anything
The times of your life, the people that we meet
It was the first one of the day
It was the last one of the night
It was the first one of the day
It was the last one of the night
Oh hold me tight, hold me tight, hold me tight now
There's a parade of girls outside
That boy's so shy, why'd you punch out his lights?
You have always thinking of her
You're in love and you don't know what to say
But I saw her at the fair
And she feels the same way
She was married by the merry-go-round
The merry-go-round
The merry-go-round
Merrily we go round
Merry-go-round
Babyshambles
What's that song we use to sing?
It's about anything, everything and anything
What's that song we use to sing?
You are always thinking of her
You're in love and you don't know what to say
But I saw her at the fair
And she feels the same way
She was married by the merry-go-round
The merry-go-round
The merry-go-round
Merrily we go round
It was the first one of the day
It was the last one of the night
Oh hold me tight, hold me tight, hold me tight now
It was the first one of the day
It was the last one of the night
Oh hold me tight, hold me tight, hold me tight now
There's a parade of girls outside
That boy's so shy, why'd you punch out his lights?
They said you were wrongened
But I can see in your eyes
How you are gentle and wise
And you had the good stuff
There's a parade of girls outside
That boy's so shy, why'd you punch out his lights?
What was that song you used to sing?
What was that song we used to sing?
What was that song you used to sing?
What was that song we used to sing?
Sing that song we used to sing
What was that song you used to sing?
It's about anything and everything
Everything and anything
The times of your life, the people that we meet
It was the first one of the day
It was the last one of the night
It was the first one of the day
It was the last one of the night
Oh hold me tight, hold me tight, hold me tight now
There's a parade of girls outside
That boy's so shy, why'd you punch out his lights?
You have always thinking of her
You're in love and you don't know what to say
But I saw her at the fair
And she feels the same way
She was married by the merry-go-round
The merry-go-round
The merry-go-round
Merrily we go round
Merry-go-round
05 outubro 2007
03 outubro 2007
Las Niñas
Savia Negra
El Mundo a Mis Pies
Auch!!!
Isto vem no seguimento dos posts anteriores... ando enterrado em música do outro lado da fronteira. E estas meninas fazem, melhor, faziam, muito boa música.
É triste é ver como as mulheres bonitas e com personalidade (pelo que se pode ver pelas letras e imagens em algo de tão enganador como um vídeo) ainda assustam muita gente: a presença de comentários a dizer que se não fosse o vocalista de O'Funk'Illo, grande promotor deste projecto, elas teriam subido horizontalmente parece-me totalmente desproporcionado. Os seus dotes vocais estão tão ou mais presentes que os seus dotes físicos.
E agora, deleitemo-nos...
El Mundo a Mis Pies
Auch!!!
Isto vem no seguimento dos posts anteriores... ando enterrado em música do outro lado da fronteira. E estas meninas fazem, melhor, faziam, muito boa música.
É triste é ver como as mulheres bonitas e com personalidade (pelo que se pode ver pelas letras e imagens em algo de tão enganador como um vídeo) ainda assustam muita gente: a presença de comentários a dizer que se não fosse o vocalista de O'Funk'Illo, grande promotor deste projecto, elas teriam subido horizontalmente parece-me totalmente desproporcionado. Os seus dotes vocais estão tão ou mais presentes que os seus dotes físicos.
E agora, deleitemo-nos...
01 outubro 2007
O' Funk' Illo
O'Funk'Illo - En el Planeta Aseituna
O'Funk'Illo - Dinero en los bolsillos
O'Funk'Illo - Sigo Rulando
Bom, infelizmente esta banda já não existe. Pelo menos não com este formato. O vocalista Andreas Lutz abandonou a formação após problemas com a voz e com os restantes elementos da banda. Fica o que foi feito e dois magníficos concertos vistos por mim - um deles em Viseu onde, pela primeira vez em Portugal, tomaram conta do palco deixando a banda seguinte, The Gift (esses pseudo-intelectuais da música), ligeiramente irritados com a aceitação do público. Estive lá. Eu vi!
E agora gostava de outro concerto assim.
O'Funk'Illo - Dinero en los bolsillos
O'Funk'Illo - Sigo Rulando
Bom, infelizmente esta banda já não existe. Pelo menos não com este formato. O vocalista Andreas Lutz abandonou a formação após problemas com a voz e com os restantes elementos da banda. Fica o que foi feito e dois magníficos concertos vistos por mim - um deles em Viseu onde, pela primeira vez em Portugal, tomaram conta do palco deixando a banda seguinte, The Gift (esses pseudo-intelectuais da música), ligeiramente irritados com a aceitação do público. Estive lá. Eu vi!
E agora gostava de outro concerto assim.
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