o outono acende o desejo
- a tepidez da pele
substitui o calor dos dias
28 setembro 2008
09 setembro 2008
Girls
reconstruo o desejo
nas duas dimensões
de uma fotografia
reconstruo tempos
dentro do tempo
irrepetível
estou cego
outros olhos revivem o teu corpo
e o meu é um inútil mecanismo
que já não acende o teu
estou morto e a poesia morreu comigo
nas duas dimensões
de uma fotografia
reconstruo tempos
dentro do tempo
irrepetível
estou cego
outros olhos revivem o teu corpo
e o meu é um inútil mecanismo
que já não acende o teu
estou morto e a poesia morreu comigo
08 setembro 2008
Inside & Out
Feist, inside and out
Ora bem, faz parte das minhas muitas idiossincrasias gostar de baladas... e de Bee Gees (com devida conta, peso e medida - para quem já estava a imaginar calças brancas com boca de sino vincadas e excessivamente apertadas na virilham, ESQUEÇAM!) e de versões de músicas dos mesmos. Hoje ficamos com Feist nesta versão updated e mais pop da música com o mesmo nome desses senhores, também conhecidos como as "vozinhas do funk"...
Bee Gees, Inside and Out
Fiquem bem!
01 setembro 2008
PEQUEÑO POEMA INFINITO
Para Luis Cardoza y Aragón
Equivocar el camino
es llegar a la nieve
y llegar a la nieve
es pacer durante veinte siglos las hierbas de los cementerios.
Equivocar el camino
es llegar a la mujer,
la mujer que no teme la luz,
la mujer que no teme a los gallos
y los gallos que no saben cantar sobre la nieve.
Pero si la nieve se equivoca de corazón
puede llegar el viento Austro
y como el aire no hace caso de los gemidos
tendremos que pacer otra vez las hierbas de los cementerios.
Yo vi dos dolorosas espigas de cera
que enterraban un paisaje de volcanes
y vi dos niños locos que empujaban llorando las pupilas de un asesino.
Pero el dos no ha sido nunca un número
porque es una angustia y su sombra,
porque es la guitarra donde el amor se desespera,
porque es la demostración de otro infinito que no es suyo
y es las murallas del muerto
y el castigo de la nueva resurrección sin finales.
Los muertos odian el número dos,
pero el número dos adormece a las mujeres
y como la mujer teme la luz
la luz tiembla delante de los gallos
y los gallos sólo saben votar sobre la nieve
tendremos que pacer sin descanso las hierbas de los cementerios.
Lorca
Eva la Yerbabuena
La luna pudo detenerse al fin
[por] la curva blanquísima de los caballos.
Un rayo de luz violeta
que se escapaba de la herida
proyectó en el cielo el instante
de la circuncisión de un niño muerto.
La sangre bajaba por el monte
y los ángeles la buscaban,
pero los cálices eran de viento
y al fin llenaba los zapatos.
Cojos perros fumaban sus pipas
y un olor de cuero caliente
ponía grises los labios redondos
de los que vomitaban en las esquinas.
Y llegaban largos alaridos
por el Sur de la noche seca.
Era que la luna quemaba
con sus bujías el falo de los caballos (...)
Federico Garcia Lorca, escrito em Nova Iorque a 18 de Outubro de 1929.
28 agosto 2008
Arrastando o seu Cadáver
ARRASTANDO O SEU CADÁVER
É demencial Não há palavras que consigam dizer o horror
Vi um pobre homem agarrado ao que restava da sua mulher
Errando pela baixa
Os olhos fixos num horizonte perdido
Sem uma palavra Sem um som
Arrastando a carcassa desfigurada por entre o trânsito do fim da
tarde
Passei sem conseguir dizer nada
Ninguém dizia nada O silêncio
Acompanhava o olhar vazio A dor
A vaguear por entre as ruínas e o trânsito do fim da tarde
As pessoas apressavam-se por causa do cair da noite
E o pobre homem seguia um destino sem rumo
Arrastando o seu cadáver
E o pobre homem
Seguia um destino sem rumo
Arrastando o seu cadáver
Ninguém dizia nada O silêncio
Acompanhava o olhar vazio A dor
Mão Morta
26 agosto 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)
