Zita Swoon, Moving Through Life as a Prey
04 novembro 2008
26 outubro 2008
Oba lá vem Ela
Uma das melhores músicas que tive oportunidade de ouvir nos últimos tempos. Jorge Ben directamente de um Brasil que vai ao encontro de todos os sonhos que temos dele. Acima de tudo um letrista e um músico incrível.
06 outubro 2008
Já nada tenho para ti
Já nada tenho para ti
apenas mãos cheias de cinza
e o corpo coberto pelas águas
um pássaro canta
mas o mundo persiste
submerso no silêncio
sou nada
sei agora
que sou nada
e a madrugada é uma lâmina
que se engole a custo
quando se desconhece
como fazer a vida
quando se descobre o tempo
a vã juventude que se esvai
como uma veia aberta
já disse
nada tenho para ti
agora
as mãos são um pasto de líquenes
e o corpo ficou consumido por um fogo
agora apagado.
apenas mãos cheias de cinza
e o corpo coberto pelas águas
um pássaro canta
mas o mundo persiste
submerso no silêncio
sou nada
sei agora
que sou nada
e a madrugada é uma lâmina
que se engole a custo
quando se desconhece
como fazer a vida
quando se descobre o tempo
a vã juventude que se esvai
como uma veia aberta
já disse
nada tenho para ti
agora
as mãos são um pasto de líquenes
e o corpo ficou consumido por um fogo
agora apagado.
29 setembro 2008
28 setembro 2008
Ressacas
(de passagem rápida pelo cerco do porto)
Comprimem os corpos magros
no ansioso buraco que os serve
a estrada corre ao lado
negra e rápida
é só uma questão de tempo
agora a agulha espera
soberana hipodérmica
marcando o tic-tac do relógio mental
(o outro foi vendido)
há o fogo, os ácidos naturais
que corroem os dedos e a pele fraca
os enigmas intravenosos já não são um desafio
sob a magra luz verde dos seus olhos
concentração entre o lixo e o silêncio
é esta madrugada que os sustenta
e é este o momento em que o mundo pára
a agulha, esse metálico sexo que fura a pele
mil orgasmos de sangue e a desagregação
o corpo e a luz
mas aqui nada é iluminado e a corrida termina
no coração parado
- todas estas faces são anónimos relâmpagos
que fazem a multidão cega tremer.
Comprimem os corpos magros
no ansioso buraco que os serve
a estrada corre ao lado
negra e rápida
é só uma questão de tempo
agora a agulha espera
soberana hipodérmica
marcando o tic-tac do relógio mental
(o outro foi vendido)
há o fogo, os ácidos naturais
que corroem os dedos e a pele fraca
os enigmas intravenosos já não são um desafio
sob a magra luz verde dos seus olhos
concentração entre o lixo e o silêncio
é esta madrugada que os sustenta
e é este o momento em que o mundo pára
a agulha, esse metálico sexo que fura a pele
mil orgasmos de sangue e a desagregação
o corpo e a luz
mas aqui nada é iluminado e a corrida termina
no coração parado
- todas estas faces são anónimos relâmpagos
que fazem a multidão cega tremer.
Brincadeira
as noites são passadas
esquecendo o traumático pânico
esperando uma salvação não religiosa
da loucura e perda de tempo
um gesto apenas
e a lembrança de tudo seria recuperada
- na realidade,
estou cansado de ver o dia nascer
sozinho
esquecendo o traumático pânico
esperando uma salvação não religiosa
da loucura e perda de tempo
um gesto apenas
e a lembrança de tudo seria recuperada
- na realidade,
estou cansado de ver o dia nascer
sozinho
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