Kimmo Pohjonen & Samuli Kosminen and Kronos Quartet "Kalma"
Tive a oportunidade de ver este senhor ao vivo pela primeira vez. A Casa da Música foi o local que recebeu Kimmo Pohjonen Kluster sem o Kronos Quartet e acompanhado de Juuso Hannukainen nas percussões e samplers no lugar de Samuli Kosminen. Apesar da composição minimalista a Sala Suggia ficou totalmente preenchida com a força interpretativa do dueto.
Ainda hoje não sei o que dizer sobre o concerto absolutamente fantástico que vi. É raro ver algo de absolutamente original no campo da música, muito menos esperava um espectáculo audiovisual em que som e luz ganharam a capacidade de produzir atmosferas que vão do religioso ao hipnotizante. A união entre o cibernético e o orgânico na música de Pohjonen esta carregada das tensões e incertezas que nos assombram. O concerto acaba e ficamos mais conscientes da música em nós - ou dos nosso reflexos na música.
Esta passagem fugaz pelo Porto, inserida numa minitour em Portugal, soube a muito pouco - pelo menos a mim. Ainda não há datas anunciadas para um regresso.
Kimmo Pohjonen, Keko
A segunda parte foi assegurada pelos também Finlandeses Värttinä, que apesar da qualidade e alegria das suas músicas, viram a sala esvaziar-se progressivamente ao longo do concerto. O ponto alto foi, sem dúvida, o solo de bateria que deixou quem ainda estava presente surpreendida com o alcance musical de uma banda claramente folk. O colectivo ganha com a expressão dramática das três vocalistas e com as magníficas vocalizações com que brindaram o público. Sem dúvida foi um concerto que passou, injustamente, ao lado da maioria das pessoas que se deslocaram à Casa da Música.
Värttinä, Aitara
Värttinä, Käppee