O meu ouro
Tem sempre o brilho
Característico,
Constante,
Do latão.
29 setembro 2009
28 setembro 2009
Há que fazer escolhas
A escolha entre a felicidade e o futuro
É o equilíbrio impossível da balança.
Compreendam esta imagem: os braços
São sempre pequenos demais para encerrar
Tudo o que se quer e há pessoas que tiram
O mundo de dentro de carteiras de bom corte,
Da pele moldada por outras mãos sem sangue
- não é mau de todo: nos intervalos do trabalho
Temos a televisão, o ruminar bovino das refeições
Enquanto aprendemos a pensar e a sentir, as horas
Desperdiçadas a criar riqueza para outras mãos
Mais hábeis e educadas na arte da distribuição...
E somos livres... não nos podemos esquecer.
Mas há que fazer escolhas:
E enquanto umas nos conduzem a fatos
Cortados à medida e a alvos punhos de camisas,
Outras conduzem-nos à servidão massificada
Das lojas de venda a retalho. A caverna, hoje,
São as paredes do shopping e o que nos cega
São os dedos assépticos das lojistas sem idade,
A publicidade sexualizada e a ditadura da marca.
Quando ser único é um luxo que custa comprar,
Acredita que te podes tornar uma pessoa
- se tiveres a roupa certa para o ser.
É o equilíbrio impossível da balança.
Compreendam esta imagem: os braços
São sempre pequenos demais para encerrar
Tudo o que se quer e há pessoas que tiram
O mundo de dentro de carteiras de bom corte,
Da pele moldada por outras mãos sem sangue
- não é mau de todo: nos intervalos do trabalho
Temos a televisão, o ruminar bovino das refeições
Enquanto aprendemos a pensar e a sentir, as horas
Desperdiçadas a criar riqueza para outras mãos
Mais hábeis e educadas na arte da distribuição...
E somos livres... não nos podemos esquecer.
Mas há que fazer escolhas:
E enquanto umas nos conduzem a fatos
Cortados à medida e a alvos punhos de camisas,
Outras conduzem-nos à servidão massificada
Das lojas de venda a retalho. A caverna, hoje,
São as paredes do shopping e o que nos cega
São os dedos assépticos das lojistas sem idade,
A publicidade sexualizada e a ditadura da marca.
Quando ser único é um luxo que custa comprar,
Acredita que te podes tornar uma pessoa
- se tiveres a roupa certa para o ser.
27 setembro 2009
24 setembro 2009
A solidão em redor
O amor não faz sentido.
É impossível amar corpos
Mil vezes usados, mil vezes
Destruídos como o esqueleto
Mórbido onde se habita. O amor
É impossível, mas o prazer é real.
Contudo, enganemo-nos de boa vontade
Para esquecer a solidão que nos mói
Os dias entediantes entre letras e imagens,
Submetidos às vontades de patrões
E colegas que não merecem esse nome.
Juntemos duas solidões diferentes
E esqueçamos o mundo em redor.
É impossível amar corpos
Mil vezes usados, mil vezes
Destruídos como o esqueleto
Mórbido onde se habita. O amor
É impossível, mas o prazer é real.
Contudo, enganemo-nos de boa vontade
Para esquecer a solidão que nos mói
Os dias entediantes entre letras e imagens,
Submetidos às vontades de patrões
E colegas que não merecem esse nome.
Juntemos duas solidões diferentes
E esqueçamos o mundo em redor.
23 setembro 2009
22 setembro 2009
Deste blog
O colchão
As noites acabam assim,
o falso silêncio nos quatro cantos
de um colchão cheio de arestas
que me culpa de solidão. Soubesse eu
onde andas, a medida do teu desejo,
e tudo seria mais simples. Chegar-lhe-ia
o fogo para aprender a não ser cruel.
O colchão
As noites acabam assim,
o falso silêncio nos quatro cantos
de um colchão cheio de arestas
que me culpa de solidão. Soubesse eu
onde andas, a medida do teu desejo,
e tudo seria mais simples. Chegar-lhe-ia
o fogo para aprender a não ser cruel.
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