Estes esforços são tão inúteis como o ar
Que respiramos; a poesia já não é
Refúgio: é onde me escondo e perco.
Agora, faz-me vir ou mata-me, não interessa
O futuro quando o corpo que desperta
Vive no passado, na mulher perfeita
Que já não é e no homem perfeito
Que jaz morto e enterrado, menino
De sua mãe sem guerra exterior.
Do conflito interior nasceu esta confusão,
Estes nós de sangue inextricáveis e
Os riscos que se correm neste abrir
Dos olhos excitados já nada vêm, apenas
A escuridão do poço dos seus sentidos
E este calor inerte como cinza. Sem dúvida,
Andamos aqui a morrer aos poucos, longe
Dos projectos para um futuro como nós
- cada vez mais distante, cada vez mais
de outros braços.
- cada vez mais distante, cada vez mais
de outros braços.