15 julho 2010

Final da tarde

Infância na Praça dos Poveiros

da mesma forma que brincavam 
com os bonecos da sua infância,
rápida, brincam agora com filhos
e netos - deixam-nos ali pousados,
adiados nos carrinhos, esperando
um pouco mais de tempo, um pouco
mais de atenção, um pouco mais
de interacção com uma vida, coisa
sempre incompreendida. vieste 
para ser visto, não ouvido, por isso,
agita-te silenciosamente enquanto
te tentas libertar do abraço acolchoado
e seguro da tua prisão plastificada.