cérebro paralisado
beijos frios entre cadáveres
loucura ambulatória
engano e mentira
manhãs pristinas
pesadelo sónico
oceânico corpo
desilusão e desilusão
acumuladas
constante ausência
o telefone interrompido
todas as palavras por dizer
a certeza da posse ao acordar
fodas sórdidas em carros
amor feito em quartos mil vezes usados
mil vezes esquecidos
o mundo entre cada palavra
vácuo
o sexo frio na mão quente
carros rolando em silêncio
opostas trajectórias em queda
o brilho no olhar
as palavras rápidas
a harmonia
o vácuo entre cada palavra
o calor do corpo
mãos febris que se procuram
corpo encerrado em prisão plástica
impossível união
canibalismo da vontade
costas mordidas e mente arranhada
(a alma morta)
entre gemidos um contacto fugaz
um grão de pele que se reconhece
a ilusão benigna
o anel
o grão de pele perdida
o tempo que nunca foi
nosso
1 comentário:
Belo texto!...
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