Sorvo cada segundo que morre porque
rapidamente começamos a esquecer
como se cai em braços apaixonados;
como se esquece a noite de todos os dias
sorrindo;
onde se encontram as palavras simples
para construir um amanhã possível.
existe o medo, o egoísmo, a roda psicótica
da rotina, a vontade de poder triunfante
sobre uma paz interior subtil, efémera.
infelizmente no nosso mundo de sábios
cada vez mais estúpidos, tudo o que é real
e importante não passa de mais uma ilusão:
um engano transitório onde nos perdemos
para continuarmos a suportar uma existência
cheia de objectos plásticos, áridos, sem voz.