11 novembro 2012

"Não pretendia ir para lugar nenhum, não me lembrava de nada ou de ninguém, não desejava nada senão realmente metralhar o mundo. Um massacre que fosse mais real que toda a realidade em que as pessoas eram e não eram elas, morriam e não morriam, eram cadáveres e não eram, sumiam e não sumiam, amavam e não amavam, entregavam-se e não se entregavam, eram de todos e de ninguém, eram e não eram elas mesmas. E, afinal, para lá de serem ou não serem elas, perdiam a própria identidade".

Jorge de Sena, Sinais de Fogo

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