o corpo frágil esconde-se dentro da terra
e estica para fora os seus dedos finos,
mãos velhas de menino que agarram o ar
que tarda na tarde longa e fria do inverno.
claudicantes raízes agarram-se febris
a menos que uma mão cheia de terra
- um vaso simples, pequeno demais
para a vida que que tem dentro. simples.
aproximo-me. o topo da árvore, tempo,
o cabelo que rareia, os pequenos ramos,
a ilusão de vida. o bonsai moribundo
aninhado a um canto dentro de um vaso
longe do sol, perto da água, lua vegetal
incompreensível. está ali. olha-me.
agónico e estático, verde e doente,
membro amputado da natureza, tentativa
de salvamento de trazer por casa: sinal
gritante da minha incapacidade de cuidar.
gritante da minha incapacidade de cuidar.
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