15 agosto 2007

pomo do poema

Meus são os passos que perturbam
         o teu pacífico sono,
         a imitação do justo,
e deslizam na noite.

Minhas as sombras que se arrastam
sob a crua inclemência dos néons.

Se sou críptico é porque espero
ver surgir de uma rua qualquer
os olhos racionais que consigam
          experimentar o real,
morder o pomo do poema.

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