Foge aos monstros
que nos levam alma e sangue
nos burocráticos confrontos
de cada dia
- onde nos roubam a vida e as horas
das mãos e ferem de morte
os olhos que tens para o mundo
Pouco viste da beleza do dia
- o calor e o sol são miragens
na aridez do teu deserto de papel;
poucas vozes as familiares
e todas as mãos que vês trazem
nelas a palavra traição
a refulgir entre os dedos.
Agora,
a estrada lunar brilha
recordando a vaga promessa:
a harmonia e o êxtase
da tua chama em mim
mas o caminho é delicado:
O chão está líquido como o mar
e sobre ele corro:
corro sobre as negras águas da noite
para chegar a ti.
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