29 janeiro 2009

Os restos

A delicadeza dos teus dedos
fere quem te toca

O teu medo tolhe-te
a força
mata a tua coragem

Mergulhas no silêncio
esfaimado de quem procura
o amor

Os teus dedos são martelos
que destroem as cordas dos meus nervos

Os teus silêncios preocupados
são a perda da juventude
e do sorriso

A frieza de quem procura
o que já encontrou
mata o que toca.

Se isto é amor,
O que é o resto?

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