02 abril 2007

mãos

          as mãos que agarram o vício
são as mesmas que abraçam o silêncio do corpo
entre o fumo e o fogo e as cinzas;
nos espaços em branco escreve-se a história
que as palavras não conseguem contar
          e se limitam a adiar
- uma estranha forma de verdade silênciosa
a verdade, a nudez, a mudez
e os olhares que se encontram na pele,
a comunicação do atrito
          as mãos.