Andamos todos à procura do amor
E quando o encontramos sabemos
Que não é aquilo porque não ouvimos
Nenhuma música, porque no guião
Não estava planeado aquele nada,
O momento simples em que se torna
Óbvio que, ao contrário dos filmes,
Esta é a realidade e que o fim é incógnito
- E o intermédio do medo é uma viagem
Atribulada para o orgulho e desconhecida
Porque ainda ninguém escreveu o futuro.
Ninguém acredita no que procura e a culpa,
Vendo bem, é de ninguém ou dos dias apenas
Que se desenrolam uns iguais aos outros
Até morrer o desejo ou a necessidade de encontrar
Um par de olhos ou de mãos diferentes, um calor
Novo e desconhecido. Vendo bem, sentindo ainda
Melhor, desdenhámo-lo e a culpa é dos filmes de ficção
Amorosa que acabam sempre bem e sem dificuldades
- Mas o pessoal sabe que estava apenas em filme.
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