posso começar a esquecer-te.
não voltarás a entrar pela porta,
toda sorrisos e calor (coisas horríveis
perdoadas) para esquecer comigo
as gelatinosas raízes do tempo.
a imaginação não sabe, confunde.
a razão conhece - novamente o vazio,
as mesmas inseguranças de sempre,
os constantes silêncios iguais.
a surpresa será que não sinto nada
para além destas palavras: a crueldade
foi sempre demasiado fácil para mim.
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