28 agosto 2009

Antes de adormecer, finalmente, de madrugada

O sono teima em não chegar e nas cicatrizes
Dos estores começa a brilhar a primeira luz.
Tentou-se a música, os filmes, o cansaço
Dos corpos confusos mas ainda não perdidos
- E os olhos permaneceram abertos, a boca
Criando imateriais pontes no escuro.

Entre o receio e a novidade de um calor novo,
Alice está acorrentada às ondas catódicas;
Não pode escapar à fronteira de vidro, espelho
Onde agora se reflecte o corpo masculino,
        Tosco e adormecido,
E um feminino que finge o sono onde se esconde.

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