30 agosto 2009

Quão longe estamos agora de nós

Quão longe estamos agora de nós
Mesmos? As portas estão abertas
E do outro lado está o medo de ser.

O que aconteceu naquele quarto
Quando as afiadas facas das línguas
Bifurcadas brilharam brevemente?

Nada ganhamos em viver 24 horas solitárias
Ornamentando perfeitamente os dias com os objectos
Do nosso desespero quando só o sofrimento
Com que pintamos os olhos nos faz sentir
Que
Estamos permanentemente separados
E a tecnologia e os dias só serviram
Para nos afastar, para mitigar os febris sonhos
Dos nossos próprios dias de ninguém.

Quem matou fui eu - e buscava a liberdade.

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