18 agosto 2009

Sou um cão que não conhece dono e que morde

Chego à casa de hoje na hora em que os homens
-Invisíveis limpam as ruas, em que as pessoas despertam
Para me pontapear. Escondo-me até a fome me encontrar
Dormindo um sono possível no abraço do chão nu.
Dividido, entre o dia e a noite, caço fantasmas
E persigo as pernas que gradeiam o meu caminho.

Sou um cão que não conhece dono e que morde
aaaaaaaaa mão e o corpo que o alimenta.

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